Pirotecnia
A história da pirotecnia provavelmente
iniciou-se na Ásia, já na Pré-História. Mas, seguramente, podemos afirmar que a pólvora
foi fabricada pela primeira vez, por acaso, na China há cerca de 2000 anos. Um alquimista
chinês juntou acidentalmente salitre (nitrato de potássio), enxofre, carvão e aqueceu a
mistura. Esta mistura secou como um pó negro, floculante, que quando queimado
apresentava grande desprendimento de fumaça e chamas. Tal produto recebeu o nome de huo yao ("fogo
químico") e posteriormente ficou conhecido como pólvora.
A pólvora foi empregada como projéteis
explosivos em armas elementares de bambu e de ferro, semelhantes a flechas, desde o ano de
1304. Para fins pacíficos, ela somente começou a ser utilizada nos fins do século XVII em
minerações e construção de estradas.
O "fogo químico" foi o único explosivo
utilizado até o século XIX, quando surgiram a nitroglicerina e a dinamite.
Já os chamados fogos de artifício datam de
alguns milhares de anos antes de Cristo, isto é, em uma época muito anterior ao
conhecimento da pólvora. Eles surgiram quando se descobriu que pedaços de bambus ainda verdes
explodiam quando colocados em fogueira. Isso ocorria devido ao fato de que os bambus crescem
muito depressa. Com isso, formam-se bolsas de ar e de seiva, que ficam presas dentro da
planta, inchando e explodindo quando aquecidas.
Os ruídos resultantes assustaram
inicialmente os chineses. No entanto, eles passaram a jogar caules verdes de bambus (pao chuck) em
fogueiras durante festivais e comemorações com o objetivo de assustar maus
espíritos.